18 de setembro de 2011

Parceria A Flora com a Alvorada Surfboards

Tiago shapeando na grosa o longboard de bambu na sala de shape da Alvorada Surfboards no Ipiranga.
 
Graças a parceria com a Alvorada Surfboards do amigo Bruno Max agora também fabricamos as pranchas na cidade de São Paulo. Shaperoom e ferramentas prontas para atender as demandas da babilônia e de todo Brasil.

9 de setembro de 2011

Guest House A Flora de Itamambuca

Juntamente à Marcenaria da A Flora em Itamambuca o Kiko Horácio e a Fátima recebem seus hóspedes aos finais de semana, feriados e temporada.
Contato: fone: 12 3845-1233 - email kikohoracio@hotmail.com



 Suítes confortáveis e arejadas, todas com vista para a mata atlântica.

Seu surfcamp bed and breakfast em Itamambuca - Ubatuba
(café da manhã incluído)

Planeta Vanguarda

Confiram a matéria que saiu na rede vanguarda, filiada da rede globo do litoral norte e vale do paraíba com agradecimento especial a apresentadora Hellen Santos.

Galeria Alma do Mar

Pranchas expostas durante vernissage na galeria com show de Edu Marrom e e performance ao vivo dos artistas João Vianey e Rafael Veiga.
http://www.almadomar.com.br



Entrevista com o Tito Bertolucci

8 de setembro de 2011

Adventure Sports Fair - Stand Cabeça Feita Surf Art

Linda peça de Cedro Rosa shapeada como uma Alaia sob curadoria da Cabeça Feita Surf Art http://www.surfartculture.com/ em exposição na Adventure Sports Fair, junto a obras de grandes artistras como Marcelo Vieira, Erick Wilson, Leandro Leandro Silva e Tom Veiga.

Mostra Morar Mais por Menos - Espaço Sebrae

Espaço Sebrae apresenta, com muito estilo e contemporaneidade, pranchas de madeira, matéria-prima biodegradável, e escultura de surfista constituída em chapa de metal reciclado em sua decoração


A galeria Alma do Mar, primeira no País de temática oceânica, decora ambiente constituído por materiais sustentáveis na mostra Morar Mais Por Menos, no Rio de Janeiro. O Espaço SEBRAE, decorado pela designer de interiores Cristina Elizabeth Terrarese, conta com prancha de madeira agave, prancha em madeira de demolição e escultura em chapa de metal, integrando ao ambiente a surf art com matérias-primas sustentáveis. A Morar Mais Rio ocorre de 31 de agosto a 09 de outubro na sede da Pequena Cruzada, na Lagoa.
 
Alaia A Flora feita de madeira de reuso apresentada como aparador

Voltando às origens do surfe, a prancha de madeira alaia, produzida pela A Flora Ecoboards, é de madeira oca de alto desempenho e com grande potencial decorativo. A peça faz o resgate das pranchas ancestrais, fazendo uma verdadeira releitura das pranchas de madeira. As pranchas alaias ou pranchas finas em dialeto havaiano são tão antigas quanto a própria prática do surfe, com mais de 1.500 anos de história.
A prancha de agave, assim como as alaias, é constituída em madeira, material biodegradável, com resíduos que podem ser reciclados ou absorvidos pelo ambiente, tornando-se adubo orgânico. A prancha é fornecida pela Agave Hunter Wood Blanks, e assinada pelo shapper Gregório Motta. Criada pelo artista plástico Mark Fonser, há também no Espaço SEBRAE escultura de surfista produzida em chapa de metal reciclado. Todos os produtos que estarão expostos na mostra poderão ser adquiridos na loja física da Galeria Alma do Mar, em São Paulo.
 Ambiente montado com a Alaia (aparador) e a prancha de surf de Agave

A mostra Morar Mais Por Menos, evento que apresenta ambientes genuinamente brasileiros, elegantes e com excelente custo benefício, tem conquistado o público por ser o primeiro evento de decoração e arquitetura que inclui preços nos produtos e serviços, aproximando-os da realidade dos visitantes. Todos os ambientes da Morar Mais por Menos são criados por arquitetos, designers e paisagistas, a partir da proposta de elaboração de projetos sofisticados, práticos e, ao mesmo tempo, economicamente viáveis, que exaltem a importância da sustentabilidade da matéria-prima e do processo construtivo dos itens que compõem os espaços.
A galeria Alma do Mar, concebida pelo empresário Tito Bertolucci e localizada no bairro de Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, possui como objetivo ampliar o conhecimento de pessoas interessadas no trabalho de artistas engajados com a arte oceânica de todo o País e do exterior. A galeria possui apoio da Lorenzetti, empresa líder em duchas, chuveiros elétricos e aquecedores de água a gás, com destaque nos segmentos de metais sanitários, filtros e purificadores de água. “Para nós, o investimento em cultura é primordial, ainda mais quando o contexto retrata itens de decoração de qualidade primorosa”, afirma Alexandre Tambasco, gerente de marketing da Lorenzetti.



Serviço:
Mostra Morar Mais por Menos Rio de Janeiro
De 31 de agosto a 09 de outubro.
Terça a domingo, das 12h às 21h.
Av. Epitácio Pessoa, 4866 – Lagoa – Rio de Janeiro.
Telefone para informações: (21) 2512-2412
http://www.morarmais.com.br/riodejaneiro/

Fonte: Tito bertolucci


2 de agosto de 2011

Alaia em Exposição no Arpoador

A Galeria Alma do Mar fez uma exposição durante o SuperSurf WT Master no Arpoador e levou entre outras obras uma de nossas alaias. Na foto abaixo junto ao artista Erick Wilson.

26 de fevereiro de 2011

Alaia 6'4'' em Caxeta, canaletada

















Não é todo dia que encontramos uma peça de Caxeta ou outra madeira leve com tantas qualidades. 19''de largura e 6cm de expessura. Com carne suficiente para prazer uma boa entrada de água e canaletas para ajudar a estabilizar uma prancha sem quilha no trilho da onda. Feita sob encomenda para o amigo Anderson lá de Vitória, ES. Anderson, agora esperamos as fotos dela em ação. Abraços.




E não é que o Anderson saiu na foto surfando de alaia! Parabéns brother, e obrigado!!! Confiram a matéria no site longboard brasil.

O pequeno versátil

Free surf capixaba Anderson Pequeno testa sua alaia.


Há algum tempo venho ouvindo a palavra versátil e não conseguia entender o seu significado com o surf.
Foi observando meu amigo Anderson Pequeno como é mais conhecido, que entendi o significado da palavra versátil, para não ter erro olhei no dicionário o seu real significado:
Versátil = Vário, volúvel. 2 Que tem qualidades varias num determinado ramo de atividade.
O cara sempre é visto nos picos de fundo de pedra Capixaba, é facil encontrá-lo no Xangão, Hawaizinho, bagão, Chá, Jefreys Bay, Coral do Castelandia e muitos outros. Todos estes picos quebram de gala e sempre ele esta presente, até ai tudo bem, normal o que destoa do resto da galera é que sempre ele tem um brinquedo, quero dizer uma prancha diferente.
Já o vi varias vezes sufando de pranchinha, funboard, longboard sem "quilhas", mas se destacou no outside capixaba quando apareceu com seu stand-up 9,2" pegando onda nestes picos que citei acima, sempre botando para baixo sem hesitar.
Há uns dois meses atrás ele me disse que tinha comprado um novo brinquedo e que iria chegar em breve, perguntei o que vinha de novo e ele me disse que tinha comprado uma Alaia.
Alaia para quem não conhece são pranchas de madeira, que em dialeto havaino significa "prancha finas”, tão antigas como o próprio surf, datando de pelo menos 1500 anos atrás. Tendo como adeptos desta velha ou nova (duvida) modalidade Rob Machado, Tom carroll, David Rastovich, Mike Stewart entrou outros.
Quando a prancha chegou ele me chamou para vê-la, fiquei impressionado com os detalhes, o peso, formato e lógico queria vê-lo em ação com o novo brinquedo, me disse que o surfar com ela era bem diferente de tudo que tinha usado, mas que o esforço na remada e para chegar em outside por exemplo, era recompensado quando entra na onda e consegue dominá-la, deixando o surf fluir.
Neste ultimo final de semana dia 2 e 3 de abril, fomos abençoados com uma boa ondulação e com muita curiosidade marquei com o Pequeno para tirarmos algumas fotos, não consegui muito material porque o mar estava balançado e com altas ondas e não tinha nem um canalzinho para eu sentar no meu Sup e tirar as fotos sossegado, outro problema é que o equipamento fotográfico fica a desejar, mas no final consegui tirar umas fotinhas, mas presenciei o cara botar pra baixo e só observando a gente sentia a dificuldade de colocar a prancha no trilho, realmente é para poucos, muitos desistiriam de cara, na primeira dificuldade, mas o Pequeno grande Homem, costumo chamá-lo, vai enfrente, vencendo todos obstáculos fazendo parecer fácil.
Mas no final das contas o eu queria era ressaltar a versatilidade de um free surfer capixaba, que simplesmente curti o mar seja de Alaia, Shortboard, Longboard, Funboard ou Stand-up sem preconceitos.
Hoje tenho certeza,versatilidade no surf é o mesmo que diversão.

http://www.longboardbrasil.com.br/lbb/index.php/novidades/76-o-pequeno-versatil


8 de fevereiro de 2011

Alaias

Papai Noel chegou surfando esta alaia 7 pés feita em caxeta e cedro rosa na casa do Gui Bomeny lá em Maceió.


 Alaia 6´8" super leve feita em Quiri do amigo Henrique do Vale lá do Rio de Janeiro.

"Tiago, segue as fotos da Alaia em ação. O brinquedo é muito divertido e zen ao mesmo tempo. Primeiro pq não dá muito para ir atrás das ondas, pois tem pouca remada. Em segundo lugar, só dá para usar em mar bom, onde de pranchinha faria-se váááárias manobras..hehehe... Mas valeu muito à pena tê-la no quiver."

1º Encontro de Remadores de StandUp Paddle da cidade de Ubatuba

O amigo e shaper Fabio Chati organizou em Janeiro /11 o 1º Encontro de Remadores Stand Up Paddle da Cidade de Ubatuba. Com mais de 30 remadores na água, o evento superou as expectativas. “Isso mostrou a força do esporte. Vieram remadores de Angra dos Reis, firmando desde já um intercâmbio”, comentou Chati, que se mostrou entusiasmado com o resultado. “ Fico muito feliz com a popularização do esporte nos últimos anos”.

 Amadeu, Diogo e Fabio Chati remando na canoa polinésia.

 
 
 Kiko e Diogo representaram a A Flora com um Stand Up 9’6” 100% vegetal feito em madeira e resina de mamona (destaque em círculo vermelho na foto acima).
 
 O encontro rendeu uma bela matéria na Ubatuba em Revista
ano4 #17 - Janeiro/Fevereiro 2011.



8 de abril de 2010

Canoa Organica - Organic Canoe

Ubatuba, do Tupi-Guarani quer dizer encontro de muitas canoas, Estima-se que antes da época do "descobrimento" esta região compreendida no coração da Costa Verde do Brasil era lar de milhares de famílias indígenas que somente se comunicavam com as outras através de suas ígaras.


Posteriormente, durante o período colonial, esse artefato indígena fora tão bem assimilado pelos seus descendentes, miscigenados com portugueses e negros, que passaram a utilizar para transportar e negociar mercadorias produzidas, no sertão ou tiradas do mar. As canoas maiores eram chamadas de “canoas de voga” e muitas eram providas de “traquete”, uma espécie de pequena vela que ajudava no impulso da embarcação. Mas, em muitas situações, era nos remos conduzidos à força de muitos braços que as canoas atingiam seus destinos.


Neste passado não tão distante, essas canoas eram feitas de um tronco de uma grande e razoavelmente leve árvore, como o Louro, ou Guapuruvu (garavupu), esculpidas pelas mãos sábias do povo caiçara, mas que estão em extinção hoje em dia, tanto o carpinteiro quanto a árvore. Dificilmente o jovem caiçara hoje em dia tem interesse em aprender esta cultura ancestral de construção organica e tampouco tem campo para desenvolvimento pois já não existem tantas florestas e tampouco árvores.
Mas algumas pessoas, com senso de ecologia, interessadas pelo tema, como nosso vizinho, o surfista Marreco da rua 16 aqui de Itamambuca resolveu fazer sua canoa organica, e nós da A Flora nos orgulhamos em colaborar fornecendo nossa experiencia na fabricação de pranchas biodegradáveis.
 
No lugar de um tronco maciço de uma árvore centenária, entrou o cedrinho proveniente de reaproveitamento de sobras e de refugo de constução civil, em forma de ripas coladas (strip planking) e laminadas com tecido de fibra de vidro e a mesma resina vegetal biodegradável que utilizamos na construção das pranchas. Os resultados foram excelentes. A canoa se move como um verdadeiro multicasco e já se mostrou guerreira, até onda na volta da pescaria já pegou, e esperamos que apareçam outros interessados e que possamos fazer outras canoas para repovoar nosso litoral desse meio de transporte tão sadio e divertido.

Num encontro entre culturas, a cultura polinésia dos povos surfistas do outro lado do planeta se mostra no uso de amas (flutuadores) feitos com refugo de lambril, preenchidos com isopor retirados da lixeira de reciclaveis e laminados com resina bio. Travessas (iacos) em eucalipto de reflorestamento amarrados com camera de pneu de bicicleta e mastro aproveitado de monotipo antigo. Esta configuração dá maior estabilidade ao conjunto e dão sustentação e equilíbrio no uso de vela como propulsão.

2 de abril de 2010

Remos Havaianos - Hawaiian Paddle

Remo ancestral para uso decorativo. 
 Projeto com ambientação

Idéias para ajudar a salvar o planeta - Jornal Hoje em Dia - Belo Horizonte


A produção de peças a partir de materiais reciclados faz a cabeça de jovens empreendedores.

A criação de materiais úteis e a redução do consumo de produtos industrializados podem ser alcançadas com a reciclagem. Coisas que nunca imaginamos reinventadas são frutos desse processo. Conforme a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), mesmo com todas as campanhas de consumo dos reciclados, 83% da população brasileira não fazem uso destes materiais. Para a ambientalista Ligia Vial, esse comportamento está ligado a aspectos culturais e à organização socioeconômica da sociedade.
“Culturalmente, somos educados para considerar a natureza como celeiro infinito de produção das matérias-primas que necessitamos para viver. Também há que se considerar a insuficiência histórica do poder público em não oferecer estrutura para que a população faça sua parte. Não adianta separar produtos recicláveis, se não forem encaminhados para processamento industrial”, pontua.

No Brasil, ainda não se tem uma dimensão do total de empresas que fazem uso da reciclagem. A título de comparação, o percentual de lixo urbano reciclado na Europa e nos EUA é de 40%. Esse número tende a diminuir nos países desenvolvidos, mas por uma boa causa, já que existe uma política de redução da própria produção do lixo. Tanto nos domicílios quanto na indústria, o que é levado para a coleta é um volume menor, pois há uma redução na produção e há uma seleção prévia desse lixo, do que não vai para o aterro, e sim para a reciclagem.
De acordo com Ligia Vial, “a maior parte das cidades brasileiras ainda não possui políticas de incentivo à reciclagem e muito menos adota a coleta seletiva. Portanto, é necessário que a mudança comece pela atitude de cada um”. Foi seguindo este pensamento que um grupo de amigos, composto por três designers e um administrador, se uniu em prol de uma boa causa.
Há dois anos os mineiros de Belo Horizonte Tiago Eiras, 21 anos, Rafael Quik, 21, Paulo Pitella, 23, e Pedro Franco, 23, montaram a MIHO Eco-design, empresa que trabalha com produtos ecologicamente sustentáveis. “Nós sempre trabalhamos juntos na área de design, mas era informalmente. Depois, tivemos a ideia de fazer algumas camisas a base de algodão orgânico e colocar para vender”, conta Rafael. Todos sempre se preocuparam com a questão de responsabilidade socioambiental, além do conceito estar mercadologicamente em alta no momento.
O mesmo ideal move o designer Tiago Matulja, 32 anos, que junto com seu amigo Kiko Horácio, 44 anos, criou em 2006 a Flora Ecoboards, na praia de Itamambuca, a 15 quilômetros de Ubatuba, São Paulo. A empresa dos sócios, que também são surfistas, fabrica pranchas a partir de restos de madeiras que vêm parar na areia trazidos pelas ressacas do mar.

Outros materiais que compõem os produtos são aqueles deixados na oficina por vizinhos, que sabem do trabalho de reaproveitamento que Tiago e Kiko desenvolvem. “A reciclagem é algo que já vem antes das pranchas. Com a proximidade que temos com o meio ambiente pelo envolvimento com o surf, o pensamento e a consciência ecológica acabaram se tornando inerente à nossa natureza”, esclarece Tiago.
O designer entrou com a parte de projeto e Kiko levou sua experiência em madeira e equipamentos, já que há alguns anos ele produz móveis a partir da reutilização de madeiras. “Hoje, igualamos nossa experiência aprendendo um com o outro e com o próprio ofício, mas continuamos fazendo a quatro mãos”, diz Tiago.
Não é de hoje que os idealizadores da Flora Ecoboards se preocupam com o desenvolvimento sustentável do planeta. Há mais de 15 anos eles separam o próprio lixo. Com a mesma consciência ecológica, mas com atitudes diferentes, os jovens da MIHO procuram uma maneira de reduzir o impacto ambiental, com a ideia de fabricar camisetas. O trabalho é feito só com materiais recicláveis ou orgânicos, como o algodão usado na composição da malha.
Cebola, cedro, ipê roxo, imbuia, dentre outros são alguns dos elementos da natureza utilizados para dar pigmento às blusas. Já as embalagens são feitas de pedaços de garrafas de vinho e folha de bananeira.

Para Rafael Quick, os jovens que utilizam as camisas asseguram que a malha, em relação ao produto industrializado, é superior devido à qualidade do algodão orgânico. “Hoje em dia, a maioria da sociedade tem uma impressão de que produtos feitos com materiais orgânicos têm um caráter artesanal ou rústico. O nosso propósito é trazer o design das camisas para o cotidiano das pessoas”.
O objetivo de empresas como a Flora Ecoboards e a MIHO vai além de promover o consumo sustentável. Há uma preocupação em proporcionar benefícios ao meio ambiente e atingir um público realmente interessado na preservação da natureza. 

“Hoje já existem alguns produtos com essa consciência, mas o que tem ainda é meio vago e há uma hipocrisia grande. Algumas lojas de marca têm este pensamento, mas vendem os produtos muito caros”, conclui Rafael. Tiago Matulja acredita que o público alvo da Flora Ecoboards são os “surfistas de alma, aqueles que se preocupam com a natureza e com o meio ambiente”. “É muito legal ver o brilho nos olhos de quem vê nosso produto”, afirma.

Estudantes fazem a sua parte
 
A preocupação com a questão ambiental também é percebida em meio aos estudantes. A universitária Amanda Bencupert, 20 anos, pensou globalmente e agiu localmente. Ela é a autora do Ecopet, projeto que visa à criação de telhas feitas a partir de garrafas PET.

“Escolhi o PET porque ele é um material de grande leveza e transparência, é resistente a fatores externos, como chuva e sol, pode ser encontrado em abundância, além de ser um dos principais responsáveis pela poluição urbana”, relata a estudante do 5º período do curso de Ecologia do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH).
A ideia já existe, tanto que empresas de São Paulo, como a Demale Telhas, e a amazonense Telha Leve, já produzem o material com sucesso. “Algumas das telhas tradicionais são feitas de amianto ou do aço galvanizado, ambos são minerais. A extração deles causa um impacto ambiental significativo, como a destruição da fauna e flora local para a implantação das minas”, explica Amanda.
Além de minimizar o impacto causado pelo PET no ambiente, a garrafa, quando reaproveitada, pode trazer também benefícios no âmbito econômico. “A partir da utilização do PET como matéria-prima, podemos diminuir o custo das telhas, contratar mão de obra barata que possa realizar a coleta das garrafas em residências, e até mesmo firmar uma parceria com a prefeitura para usar os PETs recolhidos na coleta seletiva”.
De acordo com Amanda Bencupert, não há registros, em Minas Gerais, da fabricação de telhas com garrafas PET. “Depois que me formar, quero colocar o ECOPET em prática, pois acho que o produto tem muito futuro, além de trazer muitos benefícios para o meio ambiente. Vou continuar pesquisando e depois monto minha empresa”, declara.
Embalagens usadas, papéis, latas de alumínio e sacolas plásticas são materiais comumente reutilizados. Mas você já parou para pensar que lona de caminhão também pode entrar na lista dos recicláveis? Bolsas, cintos e bonés são frutos dessa matéria-prima inovadora.
Enquanto os jovens garotos da MIHO produzem camisetas com matéria-prima natural, a Lonna fabrica acessórios com as lonas recicladas. A empresa coordenada por Sérgio Neto, 38 anos, e Bruna Fernandes, 21, existe há três anos. A importância ambiental é um dos pontos fortes que cativa os clientes preocupados em estar na moda, mas sem degradar a natureza.
(*) Esta matéria foi produzida e editada pelas alunas do curso de Jornalismo do Centro Universitário de Belo Horizonte ( UNI-BH): Fernanda Oliveira, Geanine Nogueira, Mariana Medrano, Najela Bruck (6º período).
Supervisão: professor Fabrício Marques (MG 04663 JP). 16/11/2009 - 10:50

3 de dezembro de 2009

Na Onda da Sustentabilidade

Matéria em página dupla na edição virtual da Ubatuba em Revista, número 21 de novembro 2009, página 46. 


Agradecimentos especiais à Regina Teixeira, colunista da revista e editora do blog ingforme-se dos INGs, Indivíduos Não-Governamentais, Indignados com a Poluição das Nossas Praias. Regina é Incansável lutadora pela preservação do meio ambiente e da qualidade de vida, realiza um importante trabalho de conscientização ambiental e é membro do conselho consultivo do Plano de Gestão Ambiental de Itamambuca.

Em outra ocasião, pude participar juntamente com a mesma, contribuindo com a fotografia do caminhão tombado na Rio-Santos para a matéria "A Hora é Agora" na edição virtual da Ubatuba em Revista número 17 de outubro de 2009, página 44.



28 de setembro de 2009

Pé na tabua - Revista Trip # 181 - Especial Desaceleração - resgatando os velhos sentidos do surf e o prazer de viver sem pressa.

Pé na tábua

As Alaias, pranchas que os havaianos usavam há um século, só funcionam com muita calma

15.09.2009 | Texto por Flávio Ascânio Fotos Aleko Stergiou
http://revistatrip.uol.com.br/revista/181/especial/pe-na-tabua.html



O surfista esquisitão chamava a atenção dos poucos que se aventuraram naquela manhã fria e nublada na praia do Tombo, no Guarujá. Esperando as ondas, o atleta ficava só com a cabeça fora da água, mais parecia um banhista. Na hora de descer pela onda, mais estranhamento. Tudo lento, nada de batidas rápidas ou manobras elaboradas. A convite da Trip, o free surfer profissional Junior Faria testava uma legítima Alaia de 6 pés. Essas pranchas são réplicas dos boards usados no Havaí há um século. Feitas de madeira e sem tratamento algum de verniz ou resina, não têm quilha ou leash, mais parecendo uma tábua de passar roupas fininha.

“Tem que ter cabeça aberta, entrar disposto a reaprender a surfar”, explica Junior, 22 anos, mais acostumado a desbravar novos picos com manobras rápidas e voando baixo com pranchas do século 21. Na Alaia, nem adianta sair rápido, com batidas frenéticas. A prancha desgarra e você perde a onda.

SURF DE RAIZ
O revival da Alaia começou quando o shaper australiano Tom Wegener visitou o museu de pranchas da universidade do Havaí e viu antiquíssimas tábuas de madeira usadas no surf havaiano, entre elas a Alaia. De volta à Austrália, decidiu construir algumas, quatro anos atrás. Foi seguido pelo irmão John, que fez o mesmo em sua loja na Califórnia.

Logo a ideia de pegar ondas com essas peças retrôs virou febre entre surfistas de peso como os irmãos Malloy, David Rastovich, Rob Machado e o bicampeão mundial Tom Carroll. Mais: esse resgate de um surf clássico, de raiz, inspirou filmes como The Present, que mostra os Malloys, Machado, entre outros, surfando grandes ondas com Alaias.



O neozelandês David Rastovich, um dos pioneiros do resgate da Alaia, encara onda de responsa com a tábua em Mentawaii, Indonésia


O Brasil também entrou na onda. Em Ubatuba, litoral de São Paulo, o desenhista industrial Tiago Matulja e o carpinteiro Kiko Horácio criaram a "A Flora de Itamambuca - pranchas de surf de madeira" especializada em construir diversos modelos de pranchas de madeira, entre elas a Alaia. Além de remeter aos primórdios do surf (incluindo aí não só Alaias havaianas, como também as madeirites, de compensado naval, usadas no Brasil nos anos 50 e 60), as pranchas de madeira são mais ecológicas. Não têm o problema de descarte das tradicionais, feitas de material não reciclável.
COMO NO SNOWBOARD
Foi na loja de John Wegener em Laguna Beach que o surfista e especialista em pranchas Luis Felipe Gontier, o Pipo, comprou a relíquia que emprestou para nosso test drive. “A Alaia ultrapassa nossa concepção de prancha, tem uma performance incrível. Na Alaia, por ser sem quilha, você tem que controlar a derrapagem, como no snowboard”, explica Pipo.

Dentro d’água, há mais diferenças em relação às pranchas comuns. Para atravessar a rebentação, por exemplo, a técnica é outra. O bico largo dificulta, e o surfista tem que afundar a prancha de lado, como uma faca. Uma vez posicionado, o mais difícil não é entrar na onda, e sim dominar a prancha. Se ficar muito pra frente, o bico afunda. A vantagem de tomar uma vaca com a Alaia é que ela é tão fina e de flutuabilidade tão baixa que a onda não leva ela pra areia. Fica meio que no mesmo lugar, como um toco de madeira na água.

No Guarujá, Junior deu umas três embicadas antes de pegar o jeito desse surf slow-motion. Mas saiu da água com um sorriso no rosto. “Depois que você se adapta, é só diversão.” Entender sua curtição é mais fácil ao se lembrar que free surfers como ele entram nessa justamente para dar um tempo de campeonatos e curtir um surf mais tranquilo, viajando atrás de boas ondas, com a cabeça fresca.
Até o fotógrafo Aleko Stergiou teve que se virar para registrar a session. Um dos principais fotógrafos de surf brasileiros, Aleko encara nadando e com uma câmera na mão ondas que a maioria não chega perto nem de jet ski. “Nunca havia feito fotos de surfistas com prancha Alaia. Tive que chegar bem mais perto.” Com pranchas convencionais, o atleta ajuda, vai mais perto da câmera pra fazer a manobra. Na Alaia, não há essa mobilidade. Portanto, o negócio é desacelerar e surfar curtindo, sem se preocupar com avaliação de juiz, manobras apressadas ou mesmo com o clique.


Antes de pegar o jeito de surfar da alaia, Junior deu umas embicadas

Prancha de surf Alaia - Alaia Surfboard

Tiago com a Alaya 8'7"


Kiko shows the full concave

23 de março de 2009

StandUp Paddle Surfboard - Artesanal e Tecnológico

A evolução continua, agora com os projetos feitos em 3D fica mais facil a visualização da prancha, antes do final, por diversos angulos, melhorando a fidelidade do projeto à idéia original.

Cavernas cortadas a laser CNC diretamente do computador
Ossada de Baleia