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20 de janeiro de 2013

Prancha de Madeira na Rede Globo

Matéria para o programa Altas Horas do Serginho Groisman com Alemão de Maresias surfando de fish, alaia e SUP de madeira da A Flora.

http://globotv.globo.com/rede-globo/altas-horas/t/programa/v/serginho-groisman-apresenta-o-trabalho-de-kiko-oracio-e-tiago-matulja/2356799/

9 de janeiro de 2013

Alaias especiais - Paulownia

O surf de alaia também pode ser democrático. Fugindo das micro alaias estreitas dos atletas de ponta, alguns protótipos podem fazer a cabeça dos surfistas mortais de fim de semana, dos mais pesadinhos e daqueles acostumados a surfarem com pranchas maiores. Com uma largura maior que 18 1/2 e um bom comprimento unidos a um trabalho de fundo mais reforçado  ficam bem mais acessíveis para serem surfadas.


Alaia 8'0" x 19"

  fundo trabalhado



Alaia Clássica 7'7"

 
Rabeta larga com duplo concave para facilitar o surf.

4 de outubro de 2012

Surf Road

 Bruninho e Filipinho estiveram na oficina da A Flora e puseram as mãos na massa para shapear uma alaia, confiram o video.



Programa Surf Road do surfista profissional Bruno Santos da Rip Curl e Renault Sandeiro Stepway quando passou por Ubatuba e visitou a fábrica da A Flora Ecoboards em Itamambuca. Com os shapers Kiko Horácio e Tiago Matulja e o ídolo da nova geração o ubatubense Filipe Toledo fazendo e surfando uma alaia, prancha de madeira ancestral. Produzido pela Guru Filmes. Episódio 4 - Surf Road - exibido em 15/08/12 - bloco 1 na MixTv.

1 de outubro de 2012

28 de maio de 2012

Surf into the mirror


Obra "Surf into the Mirror" - Espelho embutido em prancha de freijó em formato de prancha de surf (moldura basculante - como aquelas dos tempos da vovó) Em exposição na galeria Alma do Mar

Peças de design e decoração de bom gosto, qualidade superior e fino acabamento também fazem parte de nossa produção.




9 de setembro de 2011

Guest House A Flora de Itamambuca

Juntamente à Marcenaria da A Flora em Itamambuca o Kiko Horácio e a Fátima recebem seus convidados aos finais de semana, feriados e temporada.
Contato: fone: 12 3845-1233 - email kikohoracio@hotmail.com



 Suítes confortáveis e arejadas, todas com vista para a mata atlântica.

Seu surfcamp bed and breakfast em Itamambuca - Ubatuba
(café da manhã incluído)

8 de abril de 2010

Canoa Organica - Organic Canoe

Ubatuba, do Tupi-Guarani quer dizer encontro de muitas canoas, Estima-se que antes da época do "descobrimento" esta região compreendida no coração da Costa Verde do Brasil era lar de milhares de famílias indígenas que somente se comunicavam com as outras através de suas ígaras.


Posteriormente, durante o período colonial, esse artefato indígena fora tão bem assimilado pelos seus descendentes, miscigenados com portugueses e negros, que passaram a utilizar para transportar e negociar mercadorias produzidas, no sertão ou tiradas do mar. As canoas maiores eram chamadas de “canoas de voga” e muitas eram providas de “traquete”, uma espécie de pequena vela que ajudava no impulso da embarcação. Mas, em muitas situações, era nos remos conduzidos à força de muitos braços que as canoas atingiam seus destinos.


Neste passado não tão distante, essas canoas eram feitas de um tronco de uma grande e razoavelmente leve árvore, como o Louro, ou Guapuruvu (garavupu), esculpidas pelas mãos sábias do povo caiçara, mas que estão em extinção hoje em dia, tanto o carpinteiro quanto a árvore. Dificilmente o jovem caiçara hoje em dia tem interesse em aprender esta cultura ancestral de construção organica e tampouco tem campo para desenvolvimento pois já não existem tantas florestas e tampouco árvores.
Mas algumas pessoas, com senso de ecologia, interessadas pelo tema, como nosso vizinho, o surfista Marreco da rua 16 aqui de Itamambuca resolveu fazer sua canoa organica, e nós da A Flora nos orgulhamos em colaborar fornecendo nossa experiencia na fabricação de pranchas biodegradáveis.
 
No lugar de um tronco maciço de uma árvore centenária, entrou o cedrinho proveniente de reaproveitamento de sobras e de refugo de constução civil, em forma de ripas coladas (strip planking) e laminadas com tecido de fibra de vidro e a mesma resina vegetal biodegradável que utilizamos na construção das pranchas. Os resultados foram excelentes. A canoa se move como um verdadeiro multicasco e já se mostrou guerreira, até onda na volta da pescaria já pegou, e esperamos que apareçam outros interessados e que possamos fazer outras canoas para repovoar nosso litoral desse meio de transporte tão sadio e divertido.

Num encontro entre culturas, a cultura polinésia dos povos surfistas do outro lado do planeta se mostra no uso de amas (flutuadores) feitos com refugo de lambril, preenchidos com isopor retirados da lixeira de reciclaveis e laminados com resina bio. Travessas (iacos) em eucalipto de reflorestamento amarrados com camera de pneu de bicicleta e mastro aproveitado de monotipo antigo. Esta configuração dá maior estabilidade ao conjunto e dão sustentação e equilíbrio no uso de vela como propulsão.

20 de janeiro de 2009

A Flora de Itamambuca

Localizado à Latitude 23º 23' 41" S e Longitude 45º 00' 25" em Ubatuba, a Flora de Itamambuca é um pedaço de terra conhecido por todos ali na região por ser o local que serviu de berçário e viveiro de mudas à época do loteamento desta praia. Esta gleba de frente à via de acesso à praia de itamambuca foi embargada nos anos 80 ficando proibida a derrubada de sua mata e consequentemente novas construções o que é uma dádiva para a natureza!
Aqui vivem diversos animais silvestres em contato com os humanos como o tucano e o serelepe que adoram comer os coquinhos das palmeiras, também avistamos pica-pau, mutum, teiú, saruê, capivara, cutia, tatu, quatí, preguiça, morcego-beija-flor, beija-flor, tiê, saguí, inclusive serpentes como caninana, jararaca, urutú-cruzeiro e coral (tanto a falsa como a verdadeira) entre outros animais. Jaguatirica ainda não apareceu por aqui mas nunca se sabe qual o proximo bicho que cruzará o caminho.

Dentro deste espaço, algumas construções anteriores ao embargo permanecem no local como a surfshop e a imobiliária logo na entrada e a nossa oficina de marcenaria.
Na lojinha, estão à venda alguns produtos de praia para a mulherada como bikines e saídas de praia. Algumas pranchas de madeira estão expostas na vitrine e algumas outras comuns disponíveis para aluguel. Se vc provar ser um surfista de alma, talvez possa alugar uma de madeira!

O espaço da Flora continua florindo e servindo de viveiro de mudas nas mãos verdes da mulher do Kiko Horácio, a querida Fafá, que cria projetos paisagísticos para toda ubatuba com base em mudas e sementes da Flora. Contato: (12) 3845-1233.
Abaixo estamos descarregando 100 mudas de espécies nativas da mata atlântica na praia do Prumirim para o reflorestamento de uma área afetada pelo desmoronamento de uma encosta.
Na oficina, além das famosas pranchas de surf de madeira, feitas por mim e pelo Kiko são criados móveis rústicos feitos de madeira reutilizada e reciclada. Camas, armários, estantes e mesas únicas vindos de um lugar singular.

Tiago Matulja e Kiko Horácio

16 de janeiro de 2009

Ecoboards - A busca pela prancha vegetal

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 11 de Março de 2008

As idéias-chave que nos impulsionaram a construir pranchas de surf de madeira são:

1. A busca da evolução do esporte resgatando as origens da velha guarda (oldschool) e o respeito e entendimento dos surfistas ancestrais pela natureza e pela arte que por sua vez tornam sua prancha mágica na força de seu sentimento e nostalgia.

2. A arte, o toque e a liberdade possibilitada pela madeira na escultura de formas orgânicas, fractais que estão no DNA da natureza e na sínteze das ondas, do surf e da vida.

3. A substituição de materiais tóxicos e não degenerativos por outros provenientes da biomassa numa pesquisa constante por novos materiais biodegradáveis, renováveis, atóxicos e de base orgânica.

4. A valorização da antítese que pode acordar o mundo na quebra dos paradigmas de uma época marcada por produtos e pranchas de surf descartáveis e feitas sem a menor consciencia ambiental, muitas vezes por uma máquina, perdendo totalmente sua individualidade e a fidelidade às suas origens.


Com essas idéias na cabeça, como fazer para obter a prancha perfeita (para nossos ideais), preenchendo ao maximo os 4 requisitos acima e ainda sendo leve, resistente, durável, com curvas e linhas harmoniosas, bonita e acima de tudo funcional tanto na água quanto na sua confecção? Através da curiosidade e do trabalho! Fazendo uma atrás da outra, pesquisando métodos construtivos, engenharia naval e de materiais, pensando e sonhando a respeito. Aprendemos bastante lendo tudo sobre construção naval e compósitos e participando de listas de construtores de veleiros. Hoje, quase dois anos depois do início da idéia, evoluimos bastante e posso dizer que estamos indo passo a passo em direção à inalcançável perfeição, inexistente na matéria.

Nossas pranchas são feitas seguindo um longo processo de trabalho com diversas etapas tornando uma das maiores características das pranchas ocas de madeira a mão de obra detalhista e meticulosa, envolvendo muitas áreas das artes, do design e da engenharia.

etapa 1: Design do projeto
Envolve todo desenho das peças que conformam o cavername da prancha pretendida, o outline, a longarina com a flutuação em todo comprimento da prancha e o rocker (curva de fundo) e as costelas transversais, responsáveis pelo caimento do domedeck , da linha de borda e do fundo de acordo com o que se espera da prancha.

etapa 2: Montagem do cavername
Recorte das peças que compõem a alma da prancha oca, colagem das costelas na longarina e dos tirantes nas costelas formando um esqueleto flexível parecido com uma asa de um avião de aeromodelo.

etapa 3: Colagem do fundo
Preparação da chapa que será utilizada no fundo da prancha, ela pode ser formada pela colagem de folhas mais finas formando algo como um compensado até chegar à expessura desejada ou pela colagem lateral de ripas de madeira leve já com a expessura desejada. Depois da chapa estar pronta com as dimensões do esqueleto da prancha, ela é colada numa mesa projetada exclusivamente para prensar a prancha durante 2 ou 3 dias até a cura total da cola. Logo após ela é totalmente impermeabilizada por dentro, fundo e esqueleto. Nessa etapa pode ser realizada a colagem da caixa de quilha se for o caso.

etapa 3: Colagem do deck
Ocorre exatamente de acordo com o processo de colagem do fundo, porém mais reforçado pois é o ponto de maior esforço estrutural. Durante a montagem das chapas do fundo e do deck, pode-se pensar no desenho que a colagem das madeiras irá dar às pranchas, pelo contraste de madeiras mais claras e escuras, a marchetaria é a arte que pode valorizar muito este trabalho.

etapa 4: Refile
Recorte do deck e do fundo da prancha de acordo com o inline da prancha, preparando-a para a colagem das ripas de borda que serão posteriormente shapeadas.

etapa 5: Bordas e tacos de bico e de rabeta
Serragem das ripas e colagem das mesmas no inline da prancha, colagem de tacos de rabeta e de bico fechando a caixa. Bloco pronto e já se pode ver a prancha quase pronta passados em média 15 dias de trabalho.


Etapa 6: Shape
Agora chegou a hora da escultura, momento em que o bloco deverá ser habilmente shapeado, o outline será retraçado, as bordas serão viradas, o edge definido e o peso morto eliminado.

Etapa 7: Quilhas
Colagem da madeira para formacão da chapa, recorte do outline da quilha, shape do foil e laminação. A quilha de madeira traz flutuação positiva à rabeta da prancha, diferente das pesadas quilhas de resina que tendem a afundar.


Etapa 8: Grafismos
Além da marchetaria, a prancha de madeira aceita bem a utilização de tinta e também outras formas de arte como pirografia. Que tipo de prancha poderia ser prirografada? Só uma de madeira de verdade mesmo, aquelas que são feitas de bloco de espuma e revestidas com uma folha de madeira apesar de serem lindas, muitas vezes marchetadas, sao uma farça e jamais poderiam ser pirografadas.


Etapa 9: fixação da ancoragem da cordinha (leash) e da válvula de pressão.
A fixação da cordinha todos estão familiarizados pois esta etapa faz parte de qualquer prancha de surf, podendo ser uma pitinha, um copinho plástico ou até mesmo um gancho de latão. O que mais intriga é a válvula de pressão que existe para que a mudança de temperatura do ar do interior da prancha não prejudique a laminação e estanqueidade da prancha oca. Quando está muito quente, o ar tende a expandir e se não tiver por onde escapar, força as juntas de dentro para fora da prancha, podendo soltar a camada selante da prancha e criando passagem para água entrar. O contrário também pode acontecer, com o ar interno esfriando, cria uma pressão negativa que tende a chupar o ar (e tb a água) para o interior da prancha. Sendo assim, a válvula deve ficar sempre aberta e somente ser fechada ao entrar na água, abrindo após o uso. A válvula de pressão também serve como um termômetro que nos diz se a prancha está estanque, colocando um pouco de pressão dentro da prancha, a mesma deve segurar o ar lá dentro, fazendo o barulho de um sopro ao ser aberta, sinal que o ar não está escapando com a válvula fechada. Caso prancha não esteja estanque, ela não segurará o ar em seu interior.

Etapa 10: Laminação
Uma etapa muito importante da fabricação de uma prancha "oca" de madeira pois sem ela, a prancha vira um vasilhame d'água e certamente irá naufragar. O mais importante é tornar a prancha uma caixa estanque, para que não enxarque aumentando seu peso sem comprometer sua estrutura.

Inicialmente utilizamos a resina mais barata, comum e de mais fácil acesso que tinhamos em Ubatuba, a resina poliester, utilizada na laminação dos blocos de poliuretano expandido com reforço de fibra de vidro; em nossas primeiras pranchas, ela adicionou 2 quilos ao conjunto total da prancha, se mostrando bastante resistente em alguns casos porém delaminando em 30% dos casos em certas partes feitas com madeiras mais oleosas e ou mais porosas. Além deste problema de aderência à madeira, tem o problema da toxidade durante a cura quando ela emite gases muito prejudiciais à nossa saúde e à atmosfera. Apesar de sabermos desses males, inclusive do fato dela ser derivada de petróleo (fonte esgotável) e utilizar a fibra de vidro que ao ser lixada tb faz mal ao lixador e deixa para trás um resíduo que se acumulará por milhões de anos, já estávamos substituindo o bloco de PU, o que num primeiro momento já era o suficiente para nós.

Com a busca por um produto melhor, passamos a utilizar a resina epoxy, normalmente utilizada na laminação de pranchas de poliestireno expandido (isopor), é a mais indicada para laminação em madeira por ser mais aderente à mesma, mais forte, mais flexível, mais leve porém bem mais cara e um pouco mais difícil de trabalhar pois ela sofre com a humidade e com a temperatura mais baixa. O ideal é laminar em um dia mais quente e de preferencia menos húmido, o que é bem difícil em Ubatuba, ou numa estufa climatizada. Já passamos a utilizar um tecido de fibra de vidro mais fino, uma vez que a estrutura do conjunto está na madeira, fazendo uma camada de laminação mais fina, ganhamos em leveza cerca de meio kilo. A resina epoxy é bem mais amigável ecologicamente, não fazendo mal à camada de ozônio porém deixando ainda resíduos derivados de petróleo que demorarão centenas de anos para se degradar e ainda temos o reforço de fibra de vidro que dá uma coceira danada em quem está lixando.

Como pode-se constatar, até agora, ainda não tínhamos chegamos à um produto 100% biodegradável, mas a pesquisa continuou, nos tornando cada vez mais curiosos, testamos diversas ceras e resinas naturais para estanqueidade das pranchas de madeira e no momento estamos experimentando um produto que vem se mostrando ser o ideal, uma resina impermeabilizante com base em óleos vegetais totalmente renováveis, completamente biodegradável em 10 anos (sob as condições ideais de degradação), inodora, definitivamente atóxica e de coloração ambar, que deixa ainda mais bonita a cor da madeira. Temos algumas pranchas que já estão na água e inteiramente vedadas, sem a utilização de reforço estrutural em fibra de vidro, aumentando míseras quinhentas gramas no conjunto total da prancha. O melhor disso tudo, o preço, essa impermeabilização sai mais barata que uma laminação poliester, assim damos mais um passo em direção à evolução ou à revolução na fabricação de pranchas de surf substituindo mais um processo tóxico por um natural. Já temos alguns clientes abraçando essa causa ao optar por essa impregnação natural, fazendo parte desse verdadeiro manifesto cultural e ecológico.

A Flora Ecoboards

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 06 de Novembro de 2007.

Esses dias descobri que existe uma fábrica de pranchas de surf no nordeste chamada Flora Surfboard www.florasurfboard.com.br . Inicialmente fiquei um pouco triste por ter escolhido um nome que já existia mas hoje em dia fica dificil fazer algo totalmente inédito e apesar da nossa prancha ter a mesma finalidade de surfar da dos nordestinos, nosso produto é único e por ser de madeira justifica seu nome. Sendo assim, decidimos colocar um A na frente e dessa forma continuar a homenagear a nossa mata atlantica itamambuquense ficando "A Flora" ecoboards. Assim, evitamos confusões.
A marca “A flora” foi criada para lincar o nosso produto e materiais utilizados à sua origem vegetal. No logotipo, as pranchas são posicionadas de forma a remeterem à floração, símbolo de vida, beleza e desenvolvimento de uma ideologia que começa a desabrochar.

Barracão Oficina

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2007.

Durante o recesso de fim de ano algumas tempestades acordaram a deusa egípcia da destruição, a devastadora Sehkmet, com sua cabeça de leoa, derrubou um angico branco centenário destruindo a antiga oficina.
Destruir para poder criar, na sequência, a antítese da destruição, a Deusa Bast com cabeça de Gata surge para criar e reconstruir.
A natureza morta cria vida novamente servindo de estrutura para a construção do novo galpão para as pranchas de surf da Flora Surfboards. Seguindo a linha de nossas criações com uso de madeira de reflorestamento e manejo sustentável, o Angico Branco caído serviu para selar nossa integração com a natureza e trazer forças para que nossos projetos para 2007 se concretizem.Na mitologia Hindu, Shiva, o Deus da destruição, está sempre acompanhado por Parvati, Deusa da criação que inicia um novo ciclo em nossa caminhada terrena.

Prancheiros / Boardbuilders

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006.

Tiago Matulja e seu aprendiz de boardbuilder Pedro alisando o deck da fishtail

Kiko Horácio segurando o frame da fishtail de 6 pés e seu pupilo Diogo com um remo de canoa havaiana recém laminado.

15 de janeiro de 2009

PRANCHA DE SURF DE MADEIRA

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Depois de muito estudo, muita prosa e muito trabalho, finalmente está no ar o blog que apresenta ao mundo, diretamente da pacata cidade de Ubatuba as pranchas de madeira mais ecologicas do Brasil (Hollow wood surfboard). Na foto pode-se ver a flora de Itamambuca ao fundo e a fishtail oca preparada para receber as bordas.




A Flora Surfboards nasceu da parceria de dois boardriders de alma que juntos acumulam mais de 50 anos de surf. Munido do desejo de construir um veleiro oceânico e com ele velejar e surfar as ondas em volta ao mundo,Tiago Matulja, desenhista industrial e designer gráfico formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo põe-se a estudar sobre construção naval e dá seu primeiro passo ao projetar essas pequenas embarcações, as pranchas de surf ocas de madeira. Ao ver o trabalho do amigo Kiko Horácio na confecção dos remos de canoa polinésia propõe esta união. Carpinteiro de pensamento rápido, Kiko fez escola na construção de móveis rústicos reutilizando madeiras e restos de barcos que chegam à praia após as ressacas e no aproveitamento de árvores mortas da mata atlântica. Juntos, trabalhando em sua oficina em meio à flora de itamambuca assimilam e somam suas experiências desenvolvendo "A Flora Ecoboards", engajados no engrandecimento da sociedade pela sustentabilidade na pesquisa contínua de materiais ecológicos, biodegradáveis e alternativos.