Pranchas de surf ocas de madeira, alaias, réplicas de pranchas ancestrais, retrô e modernas para surf de alta performance com muito estilo. Produto brasileiro. Hollow wood surfboards for high performance boardriders with lots of style. Made in Brazil - Itamambuca - Camburi - Brasil.
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25 de abril de 2012
Alaia Fish
Fundo trabalhado com single to double concave evidencia seu gosto pelo surf.
Tatuada com um Koi fish, peixe que representa fortaleza, coragem e paciencia. Como a transformação do lixo em arte, segundo uma antiga lenda budista, quando um koi fish com muito esforço conseguiu nadar contra a corrente e subir uma cachoeira ele foi transformado num dragão. A ascenção do koi ao topo da cachoeira significa triunfar na vida. O koi fish no Japão representa luta, longevidade, fertilidade e é símbolo de sorte.
25 de janeiro de 2012
Sustentabilidade sobre as ondas - Revista Hardcore - setembro/11
A prancha oca de madeira, um shape feito de material organico ao lado do foguete de isopor reciclado fez nascer um novo conceito, misturando as técnicas, estamos produzindo pranchas em isopor reciclado revestidas em laminação da fibra natural de bambu trazendo muita resistência ao conjunto.
Abaixo temos um SUP sem longarina utilizando esta técnica, e ao lado dele um bloco reciclado pronto para o shape.
9 de setembro de 2011
Planeta Vanguarda
8 de abril de 2010
Canoa Organica - Organic Canoe
Posteriormente, durante o período colonial, esse artefato indígena fora tão bem assimilado pelos seus descendentes, miscigenados com portugueses e negros, que passaram a utilizar para transportar e negociar mercadorias produzidas, no sertão ou tiradas do mar. As canoas maiores eram chamadas de “canoas de voga” e muitas eram providas de “traquete”, uma espécie de pequena vela que ajudava no impulso da embarcação. Mas, em muitas situações, era nos remos conduzidos à força de muitos braços que as canoas atingiam seus destinos.
Neste passado não tão distante, essas canoas eram feitas de um tronco de uma grande e razoavelmente leve árvore, como o Louro, ou Guapuruvu (garavupu), esculpidas pelas mãos sábias do povo caiçara, mas que estão em extinção hoje em dia, tanto o carpinteiro quanto a árvore. Dificilmente o jovem caiçara hoje em dia tem interesse em aprender esta cultura ancestral de construção organica e tampouco tem campo para desenvolvimento pois já não existem tantas florestas e tampouco árvores.
Mas algumas pessoas, com senso de ecologia, interessadas pelo tema, como nosso vizinho, o surfista Marreco da rua 16 aqui de Itamambuca resolveu fazer sua canoa organica, e nós da A Flora nos orgulhamos em colaborar fornecendo nossa experiencia na fabricação de pranchas biodegradáveis.
No lugar de um tronco maciço de uma árvore centenária, entrou o cedrinho proveniente de reaproveitamento de sobras e de refugo de constução civil, em forma de ripas coladas (strip planking) e laminadas com tecido de fibra de vidro e a mesma resina vegetal biodegradável que utilizamos na construção das pranchas. Os resultados foram excelentes. A canoa se move como um verdadeiro multicasco e já se mostrou guerreira, até onda na volta da pescaria já pegou, e esperamos que apareçam outros interessados e que possamos fazer outras canoas para repovoar nosso litoral desse meio de transporte tão sadio e divertido.
Num encontro entre culturas, a cultura polinésia dos povos surfistas do outro lado do planeta se mostra no uso de amas (flutuadores) feitos com refugo de lambril, preenchidos com isopor retirados da lixeira de reciclaveis e laminados com resina bio. Travessas (iacos) em eucalipto de reflorestamento amarrados com camera de pneu de bicicleta e mastro aproveitado de monotipo antigo. Esta configuração dá maior estabilidade ao conjunto e dão sustentação e equilíbrio no uso de vela como propulsão.
16 de janeiro de 2009
Ecoboards - A busca pela prancha vegetal
As idéias-chave que nos impulsionaram a construir pranchas de surf de madeira são:
1. A busca da evolução do esporte resgatando as origens da velha guarda (oldschool) e o respeito e entendimento dos surfistas ancestrais pela natureza e pela arte que por sua vez tornam sua prancha mágica na força de seu sentimento e nostalgia.
2. A arte, o toque e a liberdade possibilitada pela madeira na escultura de formas orgânicas, fractais que estão no DNA da natureza e na sínteze das ondas, do surf e da vida.
3. A substituição de materiais tóxicos e não degenerativos por outros provenientes da biomassa numa pesquisa constante por novos materiais biodegradáveis, renováveis, atóxicos e de base orgânica.
4. A valorização da antítese que pode acordar o mundo na quebra dos paradigmas de uma época marcada por produtos e pranchas de surf descartáveis e feitas sem a menor consciencia ambiental, muitas vezes por uma máquina, perdendo totalmente sua individualidade e a fidelidade às suas origens.

Com essas idéias na cabeça, como fazer para obter a prancha perfeita (para nossos ideais), preenchendo ao maximo os 4 requisitos acima e ainda sendo leve, resistente, durável, com curvas e linhas harmoniosas, bonita e acima de tudo funcional tanto na água quanto na sua confecção? Através da curiosidade e do trabalho! Fazendo uma atrás da outra, pesquisando métodos construtivos, engenharia naval e de materiais, pensando e sonhando a respeito. Aprendemos bastante lendo tudo sobre construção naval e compósitos e participando de listas de construtores de veleiros. Hoje, quase dois anos depois do início da idéia, evoluimos bastante e posso dizer que estamos indo passo a passo em direção à inalcançável perfeição, inexistente na matéria.
Nossas pranchas são feitas seguindo um longo processo de trabalho com diversas etapas tornando uma das maiores características das pranchas ocas de madeira a mão de obra detalhista e meticulosa, envolvendo muitas áreas das artes, do design e da engenharia.
etapa 1: Design do projeto
Envolve todo desenho das peças que conformam o cavername da prancha pretendida, o outline, a longarina com a flutuação em todo comprimento da prancha e o rocker (curva de fundo) e as costelas transversais, responsáveis pelo caimento do domedeck , da linha de borda e do fundo de acordo com o que se espera da prancha.
etapa 2: Montagem do cavername
Recorte das peças que compõem a alma da prancha oca, colagem das costelas na longarina e dos tirantes nas costelas formando um esqueleto flexível parecido com uma asa de um avião de aeromodelo.
etapa 3: Colagem do fundo
Preparação da chapa que será utilizada no fundo da prancha, ela pode ser formada pela colagem de folhas mais finas formando algo como um compensado até chegar à expessura desejada ou pela colagem lateral de ripas de madeira leve já com a expessura desejada. Depois da chapa estar pronta com as dimensões do esqueleto da prancha, ela é colada numa mesa projetada exclusivamente para prensar a prancha durante 2 ou 3 dias até a cura total da cola. Logo após ela é totalmente impermeabilizada por dentro, fundo e esqueleto. Nessa etapa pode ser realizada a colagem da caixa de quilha se for o caso.
etapa 3: Colagem do deck
Ocorre exatamente de acordo com o processo de colagem do fundo, porém mais reforçado pois é o ponto de maior esforço estrutural. Durante a montagem das chapas do fundo e do deck, pode-se pensar no desenho que a colagem das madeiras irá dar às pranchas, pelo contraste de madeiras mais claras e escuras, a marchetaria é a arte que pode valorizar muito este trabalho.
etapa 4: Refile
Recorte do deck e do fundo da prancha de acordo com o inline da prancha, preparando-a para a colagem das ripas de borda que serão posteriormente shapeadas.
etapa 5: Bordas e tacos de bico e de rabeta
Serragem das ripas e colagem das mesmas no inline da prancha, colagem de tacos de rabeta e de bico fechando a caixa. Bloco pronto e já se pode ver a prancha quase pronta passados em média 15 dias de trabalho.

Etapa 6: Shape
Agora chegou a hora da escultura, momento em que o bloco deverá ser habilmente shapeado, o outline será retraçado, as bordas serão viradas, o edge definido e o peso morto eliminado.
Etapa 7: Quilhas
Colagem da madeira para formacão da chapa, recorte do outline da quilha, shape do foil e laminação. A quilha de madeira traz flutuação positiva à rabeta da prancha, diferente das pesadas quilhas de resina que tendem a afundar.

Etapa 8: Grafismos
Além da marchetaria, a prancha de madeira aceita bem a utilização de tinta e também outras formas de arte como pirografia. Que tipo de prancha poderia ser prirografada? Só uma de madeira de verdade mesmo, aquelas que são feitas de bloco de espuma e revestidas com uma folha de madeira apesar de serem lindas, muitas vezes marchetadas, sao uma farça e jamais poderiam ser pirografadas.

Etapa 9: fixação da ancoragem da cordinha (leash) e da válvula de pressão.
A fixação da cordinha todos estão familiarizados pois esta etapa faz parte de qualquer prancha de surf, podendo ser uma pitinha, um copinho plástico ou até mesmo um gancho de latão. O que mais intriga é a válvula de pressão que existe para que a mudança de temperatura do ar do interior da prancha não prejudique a laminação e estanqueidade da prancha oca. Quando está muito quente, o ar tende a expandir e se não tiver por onde escapar, força as juntas de dentro para fora da prancha, podendo soltar a camada selante da prancha e criando passagem para água entrar. O contrário também pode acontecer, com o ar interno esfriando, cria uma pressão negativa que tende a chupar o ar (e tb a água) para o interior da prancha. Sendo assim, a válvula deve ficar sempre aberta e somente ser fechada ao entrar na água, abrindo após o uso. A válvula de pressão também serve como um termômetro que nos diz se a prancha está estanque, colocando um pouco de pressão dentro da prancha, a mesma deve segurar o ar lá dentro, fazendo o barulho de um sopro ao ser aberta, sinal que o ar não está escapando com a válvula fechada. Caso prancha não esteja estanque, ela não segurará o ar em seu interior.
Etapa 10: Laminação
Uma etapa muito importante da fabricação de uma prancha "oca" de madeira pois sem ela, a prancha vira um vasilhame d'água e certamente irá naufragar. O mais importante é tornar a prancha uma caixa estanque, para que não enxarque aumentando seu peso sem comprometer sua estrutura.
Inicialmente utilizamos a resina mais barata, comum e de mais fácil acesso que tinhamos em Ubatuba, a resina poliester, utilizada na laminação dos blocos de poliuretano expandido com reforço de fibra de vidro; em nossas primeiras pranchas, ela adicionou 2 quilos ao conjunto total da prancha, se mostrando bastante resistente em alguns casos porém delaminando em 30% dos casos em certas partes feitas com madeiras mais oleosas e ou mais porosas. Além deste problema de aderência à madeira, tem o problema da toxidade durante a cura quando ela emite gases muito prejudiciais à nossa saúde e à atmosfera. Apesar de sabermos desses males, inclusive do fato dela ser derivada de petróleo (fonte esgotável) e utilizar a fibra de vidro que ao ser lixada tb faz mal ao lixador e deixa para trás um resíduo que se acumulará por milhões de anos, já estávamos substituindo o bloco de PU, o que num primeiro momento já era o suficiente para nós.
Com a busca por um produto melhor, passamos a utilizar a resina epoxy, normalmente utilizada na laminação de pranchas de poliestireno expandido (isopor), é a mais indicada para laminação em madeira por ser mais aderente à mesma, mais forte, mais flexível, mais leve porém bem mais cara e um pouco mais difícil de trabalhar pois ela sofre com a humidade e com a temperatura mais baixa. O ideal é laminar em um dia mais quente e de preferencia menos húmido, o que é bem difícil em Ubatuba, ou numa estufa climatizada. Já passamos a utilizar um tecido de fibra de vidro mais fino, uma vez que a estrutura do conjunto está na madeira, fazendo uma camada de laminação mais fina, ganhamos em leveza cerca de meio kilo. A resina epoxy é bem mais amigável ecologicamente, não fazendo mal à camada de ozônio porém deixando ainda resíduos derivados de petróleo que demorarão centenas de anos para se degradar e ainda temos o reforço de fibra de vidro que dá uma coceira danada em quem está lixando.
Como pode-se constatar, até agora, ainda não tínhamos chegamos à um produto 100% biodegradável, mas a pesquisa continuou, nos tornando cada vez mais curiosos, testamos diversas ceras e resinas naturais para estanqueidade das pranchas de madeira e no momento estamos experimentando um produto que vem se mostrando ser o ideal, uma resina impermeabilizante com base em óleos vegetais totalmente renováveis, completamente biodegradável em 10 anos (sob as condições ideais de degradação), inodora, definitivamente atóxica e de coloração ambar, que deixa ainda mais bonita a cor da madeira. Temos algumas pranchas que já estão na água e inteiramente vedadas, sem a utilização de reforço estrutural em fibra de vidro, aumentando míseras quinhentas gramas no conjunto total da prancha. O melhor disso tudo, o preço, essa impermeabilização sai mais barata que uma laminação poliester, assim damos mais um passo em direção à evolução ou à revolução na fabricação de pranchas de surf substituindo mais um processo tóxico por um natural. Já temos alguns clientes abraçando essa causa ao optar por essa impregnação natural, fazendo parte desse verdadeiro manifesto cultural e ecológico.
Madeira certificada rouba a cena no mercado
Apesar do cenário de conflitos sobre o desmatamento ilegal de florestas na Amazônia, a madeira certificada está ditando as rédeas de muitas negociações no País. Empresas como Embraer, Gafisa, Takaoka, Natura e Sawaya Engenharia, puxam a demanda com realização de projetos sustentáveis. Há também municípios que estão mudando processos de compra, especialmente para obras de infra-estrutura, visando conter o financiamento público da destruição da floresta Amazônica.
O crescimento das florestas certificadas torna-se realidade, é o que apontam dados do Conselho de Manejo Florestal FSC Brasil. Segundo a organização, 40% das florestas do País são certificadas, somando 5 milhões de hectares. Em 2003, apenas 1 milhão de hectares eram certificados. Trata-se da mais conhecida certificação ambiental do mundo, que garante a rastreabilidade da matéria-prima desde a floresta, passando por todas as etapas de transformação do produto até o consumidor final.
A rede EcoLeo, braço do grupo especializado em produtos de origem sustentável LeoMadeiras, aprendeu a ganhar dinheiro com essa tendência. Comemora cinco anos de existência com um incremento de 80% nas vendas em 2007, em relação a 2006. O grupo tem 36 lojas em sete estados, mas apenas duas levam a bandeira EcoLeo.
Atualmente, 80% da linha de madeira comercializada nas lojas Leo Madeiras provém de florestas plantadas ou certificadas. O restante, afirma a empresa, é madeira legal de fornecedores visitados, mas que não se enquadram na certificação. A participação da receita dos produtos sustentáveis no faturamento do grupo ainda não foi mensurada. Em 2007, a Leo Madeiras obteve receita de R$ 377 milhões, 18% superior ao resultado de 2006. A meta para este ano é atingir a marca de R$ 450 milhões, com abertura de oito lojas, sendo 2 próprias e 6 franquias.
A EcoLeo trabalha com 23 fornecedores, inclusive populações do Amazonas, como a comunidade de Chico Mendes, no Xapuri, Acre e acredita que a venda de madeira nativa é uma questão socioeconômica, pois as comunidades dependem da exploração.
Cidades Amigas da Amazônia
Criado em 2003 pelo Greenpeace, o inovador programa Cidades Amigas da Amazônia atua junto a municípios na orientação para adequar seus procedimentos à lei, isto é, para que as cidades deixem de comprar madeira ilegal. A medida parece simples, mas esbarra na burocracia - os contratos de licitação não deixam explícita a exigência da utilização de madeira legal.
Atualmente, 36 cidades, sendo seis capitais e também o Estado de São Paulo - maiores consumidores da madeira do Brasil -, já assinaram o termo de compromisso com a entidade para mudar seus processos de compras. A demanda, no entanto, é muito maior. Cerca de 100 cidades estão na fila para fazer parte do programa.
Atualmente, o Greenpeace negocia com Rio de Janeiro e Bahia a assinatura do projeto.
Fonte: Gazeta Mercantil
O manejo, a madeira encapsulada e o sequestro de carbono
Sequestro de carbono é a absorção do gás carbônico (CO2 - grande causador do efeito estufa) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono sendo cada árvore um recipiente de CO2. Quando uma árvore morre, naturalmente ela passa a se decompor e aos poucos a degradação desta matéria orgânica liberta todo o carbono armazenado.
Com a utilização de árvores maduras, provenientes de um manejo sustentável, e cuidando para que ela não se degrade, em nosso caso, encapsulando-a na resina em forma de uma prancha de surf, prolongamos o tempo de armazenamento deste CO2 e ainda abrimos espaço para que uma nova árvore se desenvolva como mais uma sequestradora de carbono. Assim, o homem produz seus bens de consumo inserido na lógica cíclica da natureza. Isto é ECOLOGIA.
Barracão Oficina
Durante o recesso de fim de ano algumas tempestades acordaram a deusa egípcia da destruição, a devastadora Sehkmet, com sua cabeça de leoa, derrubou um angico branco centenário destruindo a antiga oficina.
Destruir para poder criar, na sequência, a antítese da destruição, a Deusa Bast com cabeça de Gata surge para criar e reconstruir.
A natureza morta cria vida novamente servindo de estrutura para a construção do novo galpão para as pranchas de surf da Flora Surfboards. Seguindo a linha de nossas criações com uso de madeira de reflorestamento e manejo sustentável, o Angico Branco caído serviu para selar nossa integração com a natureza e trazer forças para que nossos projetos para 2007 se concretizem.
Na mitologia Hindu, Shiva, o Deus da destruição, está sempre acompanhado por Parvati, Deusa da criação que inicia um novo ciclo em nossa caminhada terrena.

